Perseguição a cristãos cresce e já atinge mais de 388 milhões de pessoas

Perseguição a cristãos cresce e já atinge mais de 388 milhões de pessoas

Em termos práticos, isso significa que 1 em cada 7 cristãos no mundo enfrenta restrições severas à liberdade religiosa, violência direta ou pressão institucionalizada.

A perseguição a cristãos deixou de ser um fenômeno pontual ou restrito a regiões isoladas do planeta. Dados consolidados no relatório Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborado pela organização Portas Abertas, indicam que mais de 388 milhões de cristãos vivem hoje sob algum nível de perseguição ou discriminação por causa da fé. Em termos práticos, isso significa que 1 em cada 7 cristãos no mundo enfrenta restrições severas à liberdade religiosa, violência direta ou pressão institucionalizada.

O número impressiona não apenas pelo volume absoluto, mas pela tendência de crescimento. O levantamento considera casos registrados entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 e avalia desde hostilidade social e vigilância estatal até prisões arbitrárias, agressões físicas e assassinatos. Especialistas alertam que os dados ainda são conservadores, já que muitos episódios não chegam a ser documentados, especialmente em países fechados ou sob regimes autoritários.

O relatório mostra que a perseguição assume formas distintas conforme o contexto político e cultural. Em regimes islâmicos radicais, o cristianismo é tratado como ameaça ideológica; em ditaduras comunistas, a fé é vista como concorrente do Estado; já em áreas dominadas por milícias ou grupos extremistas, igrejas se tornam alvos estratégicos. Em comum, está o esforço sistemático para silenciar comunidades cristãs e apagar sua presença pública.

Outro dado que reforça a gravidade do cenário é o aumento da violência direta. No período analisado, foram registrados dezenas de milhares de incidentes graves, incluindo ataques a igrejas, destruição de propriedades, sequestros e mortes. Para organizações humanitárias, esse tipo de violência tende a crescer em momentos de instabilidade geopolítica, guerras civis e colapso institucional — fatores cada vez mais frequentes em várias regiões do mundo.

A Lista Mundial da Perseguição classifica os 50 países mais hostis ao cristianismo, criando um ranking que serve como termômetro global da liberdade religiosa. Estar entre os primeiros colocados significa viver sob risco extremo, onde professar a fé pode resultar em prisão, tortura ou execução. O relatório de 2026 aponta que 15 países já atingiram o nível máximo de perseguição, um patamar que não era tão amplo em edições anteriores.

Embora a perseguição seja frequentemente associada ao Oriente Médio ou à África, o fenômeno é global e atinge também partes da Ásia, da América Latina e até sociedades formalmente democráticas, onde a hostilidade se manifesta por meio de leis, censura e pressão social. Em alguns contextos, a repressão não vem pela violência direta, mas pela marginalização econômica e pela exclusão do espaço público.

Para as organizações que acompanham o tema, os números não são apenas estatísticas: representam histórias individuais de perda, deslocamento forçado e resistência silenciosa. Ao transformar a perseguição em dado mensurável, o relatório busca romper o silêncio internacional e chamar atenção para uma crise humanitária que avança longe dos holofotes, mas que já afeta milhões de pessoas em todos os continentes.

Por: Pablo Carvalho

https://portalnovonorte.com.br/noticia/110761/perseguicao-a-cristaos-cresce-e-ja-atinge-mais-de-388-milhoes-de-pessoas#:~:text=Tecnologia,todos%20os%20continentes

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