EIS QUE O VELHO SE FEZ NOVO

O livro de Êxodo
Publicado em 20/02/2026

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” (João 5.39)

 

Prosseguimos nossa série pastoral, percorrendo as páginas do Antigo Testamento. Nossa abordagem será objetiva, conduzida pela simplicidade, focando a essência espiritual que sustenta nossa fé, com ensinamentos práticos e essenciais para a vida cristã, sem nos perdemos em complexidades teóricas. Nosso objetivo é encontrar Jesus em cada um dos 39 livros da primeira parte da Bíblia, trazer edificação aos irmãos e facilitar o entendimento das aulas que serão ministradas ao longo de dois anos.

Há em nós grande expectativa de que essas pastorais tragam esperança e orientações concretas para as nossas vidas, tornando-se instrumentos reais de transformação e renovação da nossa fé.

Nesse início da série, veremos o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia: o Pentateuco. A partir dele, descobriremos que o Antigo Testamento não é um livro ou conteúdo “velho”, mas   sim, o solo onde floresceu o Novo. Nele, veremos como Deus revelou Seu caráter, formou um povo e apontou para a redenção final em Seu filho. Nossa oração é que o Espírito que inspirou as Escrituras nos ilumine, para não nos perdermos no deserto da vida e encontrarmos Cristo Jesus, revelado em tipo e sombra de Sua real encarnação, vida, morte e ressurreição.

Dando continuidade à nossa jornada pelo Antigo Testamento, chegamos hoje ao livro de Êxodo — cujo nome vem do grego éxodos, que significa “saída”. Ele é mais do que um registro histórico, é um memorial do Deus que ouve o clamor e intervém para libertar os descendentes de Abraão da escravidão no Egito, fazendo deles uma nação, povo de Sua propriedade exclusiva, conforme lemos em Êxodo 4. 22-23; 20.1-3.

O livro inicia-se com a descendência de Jacó, antes honrada, agora oprimida sob o domínio implacável de um faraó que não conhecera José. Aqueles que haviam entrado no Egito, sua família, agora se tornam uma multidão escravizada. No entanto, Deus se lembra da aliança feita com Abraão, Isaque e com ele. O Senhor ouve o clamor do povo e levanta Moisés como libertador. No episódio da sarça ardente, revela-Se como o EU SOU — o Deus eterno, presente e fiel às Suas promessas.

No contexto do Êxodo, as dez pragas demonstram o poder do Senhor sobre os deuses do Egito e culminam na libertação dos hebreus, com a instituição da Páscoa, quando o sangue do Cordeiro livra os primogênitos do juízo. Em seguida, Ele abre o Mar Vermelho e conduz Seu povo em liberdade, destruindo o exército inimigo. A libertação não é apenas política, mas espiritual: Israel passa a pertencer-Lhe (Ex 6.7).

No Monte Sinai, Deus estabelece Sua aliança com o povo e entrega a Lei, resumida nos Dez Mandamentos. Ela não é dada para salvar, mas para ensinar o povo a viver como redimido. O Senhor também ordena a construção do tabernáculo, sinal visível de que desejava habitar no meio do Seu povo.

Apesar das manifestações da glória divina, Israel demonstra incredulidade e ingratidão, como no episódio do bezerro de ouro. Ainda assim, Deus renova Sua misericórdia e reafirma a própria presença, mostrando que a aliança com Ele é sustentada pela graça.

Vemos perfeitamente a pessoa e a obra do Senhor Jesus em forma de símbolo e tipo no Cordeiro Pascal, cujo sangue nos livra da morte eterna (1 Co 5.7). Ainda que a importância de Moisés seja imensa como legislador, ele foi apenas anúncio d’Aquele que viria. Cristo é supremo em relação a Moisés, sendo o mediador de uma aliança superior. Assim como Deus libertou Israel da escravidão, Ele nos liberta do pecado para vivermos em novidade de vida.

Enfatizo, de forma pastoral, que o livro de Êxodo revela um Deus que não apenas nos salva, mas nos chama para uma vida de comunhão ao Seu lado. A liberdade verdadeira não está em fazer o que queremos, mas em pertencer ao Senhor, que libertou Israel e continua nos libertando hoje.

Sigamos orando e caminhando com fé, na esperança de encarnarmos a mensagem desse livro tão rico espiritualmente. Que o sentido de Êxodo – “saída” – se cumpra em nós, para que possamos sair de todo embaraço do pecado que ainda insiste em nos amarrar. Que saibamos correr para os braços seguros e consoladores do Senhor Jesus, sempre que a tentação estiver próxima. E que, finalmente, possamos fugir da escravidão deste sistema chamado “mundo”, com seu pluralismo religioso e moral, para nos firmarmos em nosso Porto Seguro: Jesus, que é a âncora da nossa alma!

 

Eis que o Velho se fez Novo em Cristo Jesus. 

Pr. Paulo Cesar da Silva

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