OS FUNDAMENTOS DA MISSÃO DA IGREJA

OS FUNDAMENTOS DA MISSÃO DA IGREJA

Cristo Jesus, o enviado de Deus, é Aquele que envia a Igreja. A Igreja foi chamada do mundo para estar no mundo, sem ser do mundo. Ela é enviada ao mundo assim como o Pai enviou o Filho. Se quisermos compreender a missão da Igreja, precisamos olhar para Jesus: Ele é o modelo e d’Ele vem a inspiração.

O texto de Mateus 9.35–38 apresenta quatro fundamentos essenciais da missão da Igreja. Vejamos:

1. O exemplo de Jesus (Mt 9.35)

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.”

Jesus não apenas falou sobre missão; Ele viveu a missão. Não se limitou a palestrar em auditórios confortáveis, mas percorreu cidades e povoados. Naquele tempo, havia cerca de duzentas e quatro cidades e vilas na Galileia. Jesus não gastou o assento dos bancos, mas a sola de Suas sandálias.

Ele exerceu um ministério tríplice: ensino, pregação e cura. Falou e fez; pregou e praticou; cuidou da alma e do corpo. Seu exemplo deve nos inspirar a cumprir a missão de forma plena e integral.

2. A compaixão de Jesus (Mt 9.36)

“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.”

Não há missão sem compaixão. É necessário sentir, na alma, as angústias daqueles a quem ministramos. É preciso identificação. Jesus percebeu que as multidões estavam aflitas e exaustas — não de um cansaço físico que uma noite de sono pudesse resolver, mas cansadas de seus pecados, de uma religiosidade árida e da frustração constante com regras e mais regras.

Jesus as comparou a ovelhas dispersas, desgarradas, inseguras e vulneráveis: sem alimento, sem proteção, sem refrigério e sem segurança. Não basta amar a pregação; é preciso amar as pessoas para as quais pregamos.

3. A carência de obreiros (Mt 9.37)

“Então se dirigiu a seus discípulos: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.”

Agora Jesus se dirige aos discípulos, alertando-os para a carência de obreiros. Dois fatos são destacados: a grande extensão da seara e a escassez de trabalhadores. O campo é o mundo. A seara está madura para a colheita, mas os ceifeiros são poucos.

A demanda é maior do que a disponibilidade de obreiros. Grande é a obra, mas poucos colocam a mão na massa. Muitos são chamados, mas não atendem ao chamado para serem enviados. Toda igreja chamada do mundo é enviada de volta ao mundo. Uma igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. Uma igreja que não atua como agência missionária acaba se tornando um campo missionário.

4. A oração intercessória (Mt 9.38)

“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”

O suprimento de obreiros para a obra passa pela oração. Jesus ordena que os discípulos roguem ao Senhor da seara, pois a seara não é nossa, é do Senhor. Ele não precisa de críticos ou admiradores da obra; Ele quer trabalhadores.

É tempo de colheita. É tempo de ir aos campos que já branquejam para a ceifa. É tempo de clamarmos em oração para que Deus desperte vocações, levante obreiros e supra a necessidade dos campos. Assim, em obediência à Grande Comissão, colheremos os frutos e apresentaremos ao Senhor, com alegria, os nossos feixes.

Igreja, os fundamentos da missão já foram dados. Agora é hora de trabalhar, enquanto é dia.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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