OS FUNDAMENTOS DA MISSÃO DA IGREJA
Cristo Jesus, o enviado de Deus, é Aquele que envia a Igreja. A Igreja foi chamada do mundo para estar no mundo, sem ser do mundo. Ela é enviada ao mundo assim como o Pai enviou o Filho. Se quisermos compreender a missão da Igreja, precisamos olhar para Jesus: Ele é o modelo e d’Ele vem a inspiração.
O texto de Mateus 9.35–38 apresenta quatro fundamentos essenciais da missão da Igreja. Vejamos:
“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.”
Jesus não apenas falou sobre missão; Ele viveu a missão. Não se limitou a palestrar em auditórios confortáveis, mas percorreu cidades e povoados. Naquele tempo, havia cerca de duzentas e quatro cidades e vilas na Galileia. Jesus não gastou o assento dos bancos, mas a sola de Suas sandálias.
Ele exerceu um ministério tríplice: ensino, pregação e cura. Falou e fez; pregou e praticou; cuidou da alma e do corpo. Seu exemplo deve nos inspirar a cumprir a missão de forma plena e integral.
“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.”
Não há missão sem compaixão. É necessário sentir, na alma, as angústias daqueles a quem ministramos. É preciso identificação. Jesus percebeu que as multidões estavam aflitas e exaustas — não de um cansaço físico que uma noite de sono pudesse resolver, mas cansadas de seus pecados, de uma religiosidade árida e da frustração constante com regras e mais regras.
Jesus as comparou a ovelhas dispersas, desgarradas, inseguras e vulneráveis: sem alimento, sem proteção, sem refrigério e sem segurança. Não basta amar a pregação; é preciso amar as pessoas para as quais pregamos.
“Então se dirigiu a seus discípulos: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.”
Agora Jesus se dirige aos discípulos, alertando-os para a carência de obreiros. Dois fatos são destacados: a grande extensão da seara e a escassez de trabalhadores. O campo é o mundo. A seara está madura para a colheita, mas os ceifeiros são poucos.
A demanda é maior do que a disponibilidade de obreiros. Grande é a obra, mas poucos colocam a mão na massa. Muitos são chamados, mas não atendem ao chamado para serem enviados. Toda igreja chamada do mundo é enviada de volta ao mundo. Uma igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada. Uma igreja que não atua como agência missionária acaba se tornando um campo missionário.
“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”
O suprimento de obreiros para a obra passa pela oração. Jesus ordena que os discípulos roguem ao Senhor da seara, pois a seara não é nossa, é do Senhor. Ele não precisa de críticos ou admiradores da obra; Ele quer trabalhadores.
É tempo de colheita. É tempo de ir aos campos que já branquejam para a ceifa. É tempo de clamarmos em oração para que Deus desperte vocações, levante obreiros e supra a necessidade dos campos. Assim, em obediência à Grande Comissão, colheremos os frutos e apresentaremos ao Senhor, com alegria, os nossos feixes.
Igreja, os fundamentos da missão já foram dados. Agora é hora de trabalhar, enquanto é dia.
Rev. Hernandes Dias Lopes
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