Irmãos queridos e amadas irmãs de nossa família da fé, IPC!
“Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!”
(Salmo 86.10)
No dia 17 de dezembro de 2025, assentei-me em frente ao computador para escrever esta pastoral e outros textos — entre eles, sermões de final de ano e aulas da EBD para janeiro de 2026. Confesso que meus sentimentos estavam à flor da pele e pareciam um verdadeiro “mix detox”: gratidão pela minha saúde física e emocional, em fase final de restauração — assim eu creio —; expectativa para os dias 28 e 31 de dezembro, quando eu seria o pregador nos dois cultos; e a mente repleta de assuntos pastorais relacionados ao planejamento da igreja para o ano de 2026.
Tudo isso fazia com que eu não conseguisse concatenar bem o raciocínio, perdendo-me entre pensamentos e palavras. Mas por quê?
No dia 6 de novembro de 2024, um simples mal-estar, com manifestações semelhantes às de um infarto, levou-me ao hospital. Após um período de observação e a realização de exames, fui liberado com o diagnóstico de extrassístoles, cujas causas estavam relacionadas ao estresse e à ansiedade — sintomas posteriormente confirmados por um psiquiatra —, além da constatação de duas lesões cardíacas, atestadas por exame específico e consulta com um cardiologista.
Ainda naquele mesmo dia, no período da tarde, recebi a visita dos pastores Márcio e Jean, que oraram comigo e com minha família, iniciando um cuidado pastoral tão peculiar a eles. No dia seguinte, por volta das 22h55, o Conselho esteve em nossa casa, em um esforço verdadeiramente sobre-humano, superando o cansaço do dia e das atividades eclesiásticas da noite. Pastorearam não apenas um de seus pastores, mas também sua família, evidenciando, mais uma vez, sua característica marcante: o pastoreio.
A partir dessa visita, o vice-presidente, em nome de todo o Conselho, comunicou meu afastamento das atividades pastorais pelo tempo que fosse necessário para cuidar da minha saúde. Em fevereiro, na reunião ordinária do PCVA, essa decisão foi oficialmente confirmada, estendendo-se até o dia 31 de dezembro de 2025.
Sou profundamente grato ao nosso Deus que, atendendo ao clamor de Seus filhos — aqui em Ipatinga, em outras localidades do Brasil e até além-fronteiras —, utilizou-se graciosamente das orações, das intervenções médicas e dos procedimentos terapêuticos para me estabilizar, permitindo-me retornar, de forma gradual, ao exercício do ministério.
No dia 14 de novembro de 2025, como um presente de aniversário antecipado, o PCVA, atendendo ao meu pedido e à apresentação de laudo médico, revogou minha licença, permitindo que eu retomasse minhas atividades conciliares e ministeriais.
Portanto, como escreveu o apóstolo Paulo ao seu filho na fé, Timóteo:
“Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!”
(1 Timóteo 1.17)
Rendo, assim, minha gratidão, tributando toda honra e glória que somente a Ele são devidas.
Estou certo de que muitos irmãos já estão cientes desses fatos e que alguns talvez até gostariam de conhecer mais detalhes. Tenho sido abordado por outros — especialmente irmãos que já me são queridos, juntamente com suas famílias, embora não me conhecessem antes, pois chegaram à IPC neste ano — perguntando se já estou plenamente restabelecido. Eles comentam que souberam do meu afastamento por questões de saúde, mas não tiveram conhecimento claro do que, de fato, havia ocorrido.
Creio que agora todos conseguem compreender a mistura de sentimentos que se apoderou de mim na noite de 17 de dezembro deste ano — e confesso que não apenas naquela noite, mas também em outras ocasiões ao longo dos últimos dois meses de 2025.
Ainda há questões importantes que desejo compartilhar com todos vocês, meus queridos irmãos, tais como:
O que aprendi com meu adoecimento?
Que conselhos posso oferecer àqueles que enfrentam situação semelhante?
Que atitudes podem ser tomadas para prevenir esse tipo de enfermidade?
Qual é o papel da família nuclear, da família parental e, também, da família da fé nessas circunstâncias?
Esses, porém, são temas para outra pastoral — talvez até mais de uma — e, querendo Deus, por Sua graça e misericórdia, compartilharei essas reflexões no próximo domingo, em nosso boletim semanal.
Enquanto isso, quero lembrá-los de uma verdade que sustenta toda a nossa fé e esperança:
não existe abismo emocional ou espiritual tão profundo que o braço de Deus não possa nos alcançar e nos resgatar.
Com gratidão e esperança,
Pr. Paulo Cesar da Silva
55 31 3825-1644
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